sábado, 28 de agosto de 2010

2º Raid Serra da Freita - Geotrilhos


Mais um percurso na Serra da Freita, desta vez realizado em conjunto com elementos do fórum 6polegadas. Inicialmente, e antes de o convite ser estendido os nossos colegas do 6polegadas(Gavião, Marco, Fernando e Filipe), a intenção era fazer um percurso bastante fácil, usar sobretudo a encosta norte da serra, para estarmos mais protegidos do calor e onde a sombra é mais abundante, assim como proporcionar uma entrada em grande ao novo elemento do grupo (Nuno, mais conhecido como o Rodinhas). Mas claro está, quando elementos com bicicletas de XC (cross country) se juntam com pessoal do AM (all Mountain), a combinação só pode gerar um tipo de vertente, o TrailBike. Foi então de acordo de todos, ou quase, que o percurso a realizar fosse o mais próximo possível de um verdadeiro TrailBike.

O ponto de encontro foi no parque de campismo do Merujal, local que costuma estar sempre com um aspecto verdejante e que se destaca, aquela altitude, da outra vegetação rasteira que povoa a serra, já que tem uma mancha de arvores de estatura considerável. Mas este ano também aqui chegou a mão criminosa, ou incauta, e acabamos por nos deparar com uma vasta zona queimada na área circundante ao parque.



Saímos do Merujal, o objectivo era chegar a Tebilhão, mas o GPS estava em dia não e depois de um pequeno contratempo, lá decidimos confiar nos nossos instintos e seguir para o destino guiados pelo sol e pela aventura.







Acabamos por apanhar um trilho que já era conhecido, no inicio foi difícil de identificar já que a ultima vez que lá tínhamos passado o trilho mais parecia um rio e nesta altura do ano as pedras estavam todas expostas.





















A vantagem das serras é mesmo essa, o mesmo caminho feito em diferentes alturas do ano, é sempre algo de novo.

Até aqui o trilho é claramente mais XC, portanto o á vontade de todos os elementos do grupo em circular por ele era notório. Começamos então a descer em direcção a Tebilhão, por um caminho espectacular, por onde se vislumbrava uma pequena mancha de floresta de coníferas, própria desta altitude, e que surgia do outro lado do vale.



Aqui o á vontade já não era geral, embora o caminho se fizesse bem sem uma bicicleta de suspensão total mesmo para aqueles que já têm a técnica apurada o desconforto de uma hardtail já começava a ser notório e ainda para mais quando o trilho é realizado, como dizem os nossos colegas do 6polegadas, com uma bike com 3 séculos - “O Jo com a sua bike com 3 séculos...”- .







A restante descida até Tebilhão foi feita a grande velocidade, com curva contra curva, mas em alcatrão, para desagrado de todos os elementos do grupo – menos o Rodinhas. Infelizmente não havia alternativa viável.











Chegados a Tebilhão foi altura da malta se refrescar, aproveitando a água que corria numa levada e que outrora era usada como força motriz de uns moinhos, que ainda estão no local, onde o povo das aldeias próximas moía os cereais que a terra dava.
Revitalizado o corpo com as águas frescas da levada, era tempo de revitalizar o espírito e nada melhor que a descida - misto de calçada e terra batida – entre Tebilhão e Cabreiros.











Chegados ao fundo da descida fez-se a paragem para o almoço. O sorriso estampado no rosto de cada um era visível – descida muita louca -, o local era aprazível junto a uma ponte muito antiga sobre o rio de Frades e com muita sombra.



Depois do almoço, o resto do trilho até Cabreiros era curto mas não muito fácil, a inclinação era tal e quem resolveu subir em cima da bike notava a roda da frente a perder o contacto com o chão.

Esta parte do trilho entre Tebilhão e Cabreiros faz parte do percurso de pequena rota -PR6 – Caminho do Carteiro-.











O caminho do Carteiro liga Tebilhão a Rio de Frades a etapa entre Cabreiros e Rio de Frades é conhecido pela descida acentuada e pela sua vista imponente que proporciona ao visitante. Esta parte do percurso parece que esculpida na montanha circundando o vale profundo do rio de Frades. Neste troço do percurso existe uma sinalética explícita que proíbe todo o transito de qualquer veiculo todo o terreno, incluindo bicicletas.

O caminho é bastante perigoso e normalmente existem várias pessoas que o fazem a pé.

Impelidos pela adrenalina e pela descoberta, desta vez, resolvemos infringir a lei. Aqui o pessoal do AM estava muito mais a vontade, a geometria das bicicletas e os grandes cursos das suspensões faziam a diferença.





Mesmo assim, dada a dificuldade do percurso, a maioria acabou por fazer todo este troço, ou quase, a pé com a bicicleta a mão. Portanto a lei não foi de todo infringida, já que a maior parte do tempo fizemos um transito pedestre.

No final deste troço ainda houve tempo para uma banhoca no rio de Frades, acabamo-nos por cruzar com um grande grupo que aproveitava o leito do rio para a prática do canyoning – quem sabe um dia destes...





De volta ao trilho, fizemos uma ligação em alcatrão entre Rio de Frades e Bouceguedim, o calor infernal já se começava a sentir, o vento não circulava no vale e as encostas estavam a ferver. Em Bouceguedim lá pedimos água fresca a uma senhora e toca a aproveitar para refrescar à sombra de uma ramada.











Daqui para a frente o calvário começava, já que era necessário tornar a subir a encosta toda da serra, por um estradão completamente exposto ao sol e onde se faziam sentir 41 graus na altura em que começamos a subir. A meio da encosta o desgaste já era notório, principalmente nos colegas com as máquinas de AM mais pesadas, e com aquele calor as coisas ainda ficaram piores.

Com muito sacrifício, mas também com muita camaradagem e entre ajuda, todos os elementos chegaram a bom porto – ao Merujal local de partida -.





Como balanço, podemos dizer que este trilho deve ser feito com menos calor, deve ser evitado o troço do PR6 entre Cabreiros e Rio de Frades. Aconselhamos a seguir a sinalética, não usar as bicicletas neste troço e aproveitar para fazer este caminho a pé, numa outra altura, quem sabe se até na companhia da família.

Já estamos a pensar no próximo.....




segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Análise à Santa Cruz Blur XC Carbon

A equipa do Fórum BTT testou a Santa Cruz Blur XC Carbon. Fica aqui um video com o modelo ensaiado.




Ver análise detalhada

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

domingo, 15 de agosto de 2010

Guia de Percursos pedestres e BTT da Região de Leiria

"O REGIÃO DE LEIRIA oferece-lhe o Guia de Percursos Pedestres e BTT 2010, com mais de 80 sugestões para passear!
Percursos para toda a família, aventureiros, gastronómicos, natura, à beira mar, com história, fotografia, escalada, com direito a banho e BTT.
Há muito mais para descobrir: neste guia que lhe oferecemos e na nossa região, de recursos surpreendentes."


retirado do jornal Região de Leiria


sábado, 31 de julho de 2010

1º Raid Serra D'Arga


Depois da aventura de 2009 em Castro Laboreiro voltamos a apostar no norte do país para descobrir mais alguns trilhos e conhecer mais um recanto do país.
Tendo como objectivo a subida ao ponto mais alto do concelho de Viana do Castelo, o alto da Serra de Arga, escolhemos como local de partida a aldeia de São Lourenço da Montaria, conhecida pelos diversos percursos de Pequena Rota (PR) que a atravessam, pelos moinhos de água comunitários, ainda em funcionamento, e pelos muitos locais onde se pode dar um mergulho no rio Âncora, que nasce algumas centenas de metros acima em plena Serra.





O dia prometia ser quente mas, depois de alguma discussão, ficou decidido não subir imediatamente a serra para não se começar o dia a pedalar em asfalto.
Saímos do centro da aldeia para sul aproveitando um PR que nos levou a um grupo de moinhos.
Descemos para Meixedo seguindo um percurso há muito aproveitado para os peregrinos que, todos os anos, no final de Agosto rumam ao Mosteiro de São João de Arga, do lado oposto da Serra.
Daí seguimos para São Pedro de Arcos, com o objectivo de fazer uma pequena parte do percurso do "Challenge Series - A Lenda da Arga" subindo até à Capela de Santa Justa, onde aproveitamos para refrescar um pouco à sombra do muro do mosteiro e para abastecer com água fresca.

















Não deixamos escapar a oportunidade de assinar o logbook da geocache que aí se encontra.

Subimos até ao alto da via-sacra e passamos pela aldeia de Cerquido, com as suas casas solitárias na encosta Este da serra.













Apesar do calor escaldante continuamos em direcção a Arga de Cima, tentando encurtar caminho subindo pela estrada em asfalto. Foi uma prova dura pois acabamos por ultrapassar um declive de cerca de 200m em pouco mais de 2km.





Ainda exploramos os trilhos do planalto mas o esforço tinha feito estragos e pouco depois fez-se nova paragem para recuperar energias.
Uns minutos debaixo de uma boa sombra fazem milagres e lá seguimos, agora por asfalto, para fazer uma curta visita ao Mosteiro de São João de Arga, um dos cartões-de-visita da Serra.







Aproveitamos novamente o caminho dos peregrinos para voltar para o local de partida; depois de uma subida difícil deparamo-nos com um trilho em pedra, um antigo carreteiro onde, durante muito tempo, circularam pessoas e carros com animais, sendo o caminho mais curto entre as aldeias da serra.
Graças aos incêndios dos dias anteriores grande parte deste caminho tinha muito pouco do verde característico da zona.













Depois da descida final para o antigo viveiro florestal aproveitamos para o mergulho merecido nas águas transparentes do Âncora.

O grande objectivo do dia, a subida ao alto da Serra de Arga, ficou adiado para uma nova visita.
Mesmo sem ultrapassar a cota dos 600 metros fizemos um acumulado de 1060 metros num percurso de 40 km.


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