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quarta-feira, 6 de julho de 2011

[Rescaldo] GO180 1º dia

No fim-de-semana passado, dia 2 e 3 de Julho, o Geotrilhos participou em mais um evento organizado pelo SearaTrilhos, o “GO180”. O evento dividiu-se por dois dias, sendo o primeiro dia uma etapa de cerca de 105Km e o segundo dia 70Km.
A hora de partida foi às 8h30 da manhã, o nosso grupo partiu cerca de 15 minutos mais tarde. Como neste tipo de evento o que interessa é conviver, o atraso no arranque não foi preocupante.





Após concluir os últimos preparativos antes da partida, lá seguimos para a nossa jornada.
A primeira parte do percurso era rolante e seguia em direcção a Ponte de Lima.



Depois de atravessarmos em Ponte de Lima para a margem direita do rio, o percurso seguia pela ciclovia.



Circulamos meia dúzia de Kms pela ciclovia e chegamos a Arcos.
Aquando da chegada a Arcos e depois de atravessar por cima da A27 lá começaram as primeiras subidas.





Esta era a primeira parte do percurso pela serra D’Arga.

Já algum tempo que o Daniel vinha a circular com o pneu traseiro furado, o que implicava paragens constantes para o ir enchendo.
A seguir a passarmos o primeiro abastecimento, e já na última fase da subida para o topo da serra D’Arga, fomos forçados a parar para resolver em definitivo esta situação.







Depois de algum tempo parados, que também serviu para comer qualquer coisa, lá nos pusemos novamente a caminho.



Sempre na companhia do terreno com pedra e muita calçada, onde por vezes tivemos de circular á mão, seguimos em direcção a S. Lourenço da Montaria, onde estava o segundo abastecimento.



Daqui seguimos para a serra de Santa Luzia.
A caminho da serra de Santa Luzia, ainda tivemos tempo para uma paragem no Pincho, uma queda de água do rio Ancora, num cenário verdejante.





A partir daqui começávamos a subir para a serra de Santa Luzia.
Depois de passado o terceiro abastecimento, apanhamos a subida para as eólicas, ponto mais alto da serra de Santa Luzia. Esta subida serviu para sentirmos que o desgaste já começava a ser grande, isto apesar de apenas termos cerca de 70Km nas pernas (nesta altura). Isto deveu-se ao facto de a maior parte do terreno neste 70km ser bastante duro, tal como já é habitual nos eventos “GO”.

Começamos então a descer para a praia, a vista é espectacular mas a descida é rápida e com muita pedra solta, o que requer um olho na paisagem e o outro a ler o terreno.
Chegados à praia seguimos até Viana do Castelo sempre por uma marginal com areia, terra e pedra solta.
Em Viana do Castelo atravessamos a ponte Eiffel, novamente para a margem esquerda do rio Lima e por aqui seguimos por caminhos arenosos e com muito pó até ao ponto de partida. Ainda tivemos de fazer uma travessia em vau, isto porque nos deparámos com um curso de água no caminho e sem ponte para o atravessar.

Conclusão:
Apesar da dureza do percurso (que já era esperada), as paisagens, o convívio, a troca de experiências, fazem sempre da participação neste tipo de eventos uma experiência a repetir.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Serra D'Arga pintada de branco

Depois de ler e reler o relato de mais um assalto ao Caramulo com sucesso o Pedro não resistiu fez-se à estrada e, principalmente, à lama no primeiro dia em que o clima permitiu.

Partindo das proximidades do Rio Lima e depois de fazer alguns quilómetros de trilhos em subida até São Lourenço da Montaria, sempre com o maciço de granito da serra de Arga a tentar, não resisti e iniciei a subida.

O primeiro efeito de estar praticamente parado no que toca a fazer btt foi bater o recorde pessoal de subida mais demorada até ao alto da serra, mas a recompensa foi das maiores até agora: apesar da temperatura relativamente amena que se fez sentir durante a subida o planalto estava coberto por um manto de neve que durava dos dias de frio a sério que se fizeram sentir.





Uma paisagem de cortar a respiração, literalmente.



Ficam as fotos para aguçar o apetite para quem queira fazer companhia na próxima vez:)














sábado, 31 de julho de 2010

1º Raid Serra D'Arga


Depois da aventura de 2009 em Castro Laboreiro voltamos a apostar no norte do país para descobrir mais alguns trilhos e conhecer mais um recanto do país.
Tendo como objectivo a subida ao ponto mais alto do concelho de Viana do Castelo, o alto da Serra de Arga, escolhemos como local de partida a aldeia de São Lourenço da Montaria, conhecida pelos diversos percursos de Pequena Rota (PR) que a atravessam, pelos moinhos de água comunitários, ainda em funcionamento, e pelos muitos locais onde se pode dar um mergulho no rio Âncora, que nasce algumas centenas de metros acima em plena Serra.





O dia prometia ser quente mas, depois de alguma discussão, ficou decidido não subir imediatamente a serra para não se começar o dia a pedalar em asfalto.
Saímos do centro da aldeia para sul aproveitando um PR que nos levou a um grupo de moinhos.
Descemos para Meixedo seguindo um percurso há muito aproveitado para os peregrinos que, todos os anos, no final de Agosto rumam ao Mosteiro de São João de Arga, do lado oposto da Serra.
Daí seguimos para São Pedro de Arcos, com o objectivo de fazer uma pequena parte do percurso do "Challenge Series - A Lenda da Arga" subindo até à Capela de Santa Justa, onde aproveitamos para refrescar um pouco à sombra do muro do mosteiro e para abastecer com água fresca.

















Não deixamos escapar a oportunidade de assinar o logbook da geocache que aí se encontra.

Subimos até ao alto da via-sacra e passamos pela aldeia de Cerquido, com as suas casas solitárias na encosta Este da serra.













Apesar do calor escaldante continuamos em direcção a Arga de Cima, tentando encurtar caminho subindo pela estrada em asfalto. Foi uma prova dura pois acabamos por ultrapassar um declive de cerca de 200m em pouco mais de 2km.





Ainda exploramos os trilhos do planalto mas o esforço tinha feito estragos e pouco depois fez-se nova paragem para recuperar energias.
Uns minutos debaixo de uma boa sombra fazem milagres e lá seguimos, agora por asfalto, para fazer uma curta visita ao Mosteiro de São João de Arga, um dos cartões-de-visita da Serra.







Aproveitamos novamente o caminho dos peregrinos para voltar para o local de partida; depois de uma subida difícil deparamo-nos com um trilho em pedra, um antigo carreteiro onde, durante muito tempo, circularam pessoas e carros com animais, sendo o caminho mais curto entre as aldeias da serra.
Graças aos incêndios dos dias anteriores grande parte deste caminho tinha muito pouco do verde característico da zona.













Depois da descida final para o antigo viveiro florestal aproveitamos para o mergulho merecido nas águas transparentes do Âncora.

O grande objectivo do dia, a subida ao alto da Serra de Arga, ficou adiado para uma nova visita.
Mesmo sem ultrapassar a cota dos 600 metros fizemos um acumulado de 1060 metros num percurso de 40 km.


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