segunda-feira, 1 de novembro de 2010

GO70 - Trilhos da Nora


Domingo, 5 horas da manhã. Em Aveiro o S.Pedro não estava muito exaltado pelo contrário não chovia e o céu até estava limpo. Previa-se um dia relativamente calmo.
Infelizmente assim que passámos Sto.Tirso foi pegadinho até Ponte de Lima.
Não querendo dar a parte fraca lá fomos "ver o que ia dar".

Chegámos já muito próximo da hora de partida (9 horas). À chegada à sede da Seara Trilhos já toda a gente estava reunida e pronta a iniciar o passeio.


Nós nas nossas calmas do costume, desmotivados pela chuva forte que caía na altura e na esperança que o mau tempo fosse acalmar lá fomos levantar os frontais e voltámos para tirar as montadas dos carros e preparar o material/equipamento para iniciar.

Enquanto o pessoal estava a fazer "ronha" na zona seca da concentração reparámos que havia um indivíduo da organização que muito amavelmente estava à espera que nos decidíssemos a iniciar a jornada.
Foram precisas algumas palavras de motivação para convencer toda a gente e começar a volta!

O mesmo indivíduo (claviculas) acompanhou-nos sempre durante a viagem e foi um guia espectacular.

Tal como tinha sido anunciado o percurso era bastante duro e de dificuldade alta.

A parte inicial do percurso passava junto às margens do Rio Lima e estava completamente alagado. A entrada no monte foi feita por uma zona florestal com partes muito técnicas graças aos trilhos muito escorregadios algumas zonas tinham autênticos "riachos" de água a escorrerem pelas pedras.

Depois disso começou a longa subida até à torre.







Logo no início da subida estava o primeiro reforço. Um jipe amarelo com um indivíduo lá dentro com a objectiva apontada para nós.



Mais uma vez os elementos da organização foram impecáveis, o indivíduo ofereceu-nos várias vezes água e fruta.

Depois do reforço lá continuámos...



A subida era longa, aproximadamente 6kms, e o terreno fazia com que as rodas afundassem mais que o normal aumentando a dificuldade consideravelmente.

No final da subida havia a torre de vigia e lá estava instalado mais um reforço. O pessoal da organização que lá estava contava que a tenda teimava em querer ir monte abaixo. Com as fortes rajadas de vento facilmente se percebia porquê!
O reforço estava ao mais alto nível! Água, fruta e vinho do porto. Houve quem se besuntasse bem.









Na torre pudemos apreciar as belas paisagens da região. Foi possível ver as nuvens abaixo de nós a descarregar e no local onde estávamos não chovia. Visão fantástica!
Logo a seguir á paragem houve uma descida bastante técnica e de seguida uma zona de sobe e desce ao estilo “parte pernas”. Até ao final ainda foi possível ver os cavalos selvagens que são tão famosos na região.

Infelizmente não conseguimos tirar fotos pois as fortes chuvas não permitiram. As fotos aqui apresentadas foram cedidas pela organização à qual deixamos o nosso grande agradecimento por nos ter recebido bem.
Parabéns!
É bom continuar a ver que este tipo de encontros se conseguem realizar sem fins lucrativos e que mesmo com as más condições atmosféricas é possível reunir tanta gente.

sábado, 28 de agosto de 2010

2º Raid Serra da Freita - Geotrilhos


Mais um percurso na Serra da Freita, desta vez realizado em conjunto com elementos do fórum 6polegadas. Inicialmente, e antes de o convite ser estendido os nossos colegas do 6polegadas(Gavião, Marco, Fernando e Filipe), a intenção era fazer um percurso bastante fácil, usar sobretudo a encosta norte da serra, para estarmos mais protegidos do calor e onde a sombra é mais abundante, assim como proporcionar uma entrada em grande ao novo elemento do grupo (Nuno, mais conhecido como o Rodinhas). Mas claro está, quando elementos com bicicletas de XC (cross country) se juntam com pessoal do AM (all Mountain), a combinação só pode gerar um tipo de vertente, o TrailBike. Foi então de acordo de todos, ou quase, que o percurso a realizar fosse o mais próximo possível de um verdadeiro TrailBike.

O ponto de encontro foi no parque de campismo do Merujal, local que costuma estar sempre com um aspecto verdejante e que se destaca, aquela altitude, da outra vegetação rasteira que povoa a serra, já que tem uma mancha de arvores de estatura considerável. Mas este ano também aqui chegou a mão criminosa, ou incauta, e acabamos por nos deparar com uma vasta zona queimada na área circundante ao parque.



Saímos do Merujal, o objectivo era chegar a Tebilhão, mas o GPS estava em dia não e depois de um pequeno contratempo, lá decidimos confiar nos nossos instintos e seguir para o destino guiados pelo sol e pela aventura.







Acabamos por apanhar um trilho que já era conhecido, no inicio foi difícil de identificar já que a ultima vez que lá tínhamos passado o trilho mais parecia um rio e nesta altura do ano as pedras estavam todas expostas.





















A vantagem das serras é mesmo essa, o mesmo caminho feito em diferentes alturas do ano, é sempre algo de novo.

Até aqui o trilho é claramente mais XC, portanto o á vontade de todos os elementos do grupo em circular por ele era notório. Começamos então a descer em direcção a Tebilhão, por um caminho espectacular, por onde se vislumbrava uma pequena mancha de floresta de coníferas, própria desta altitude, e que surgia do outro lado do vale.



Aqui o á vontade já não era geral, embora o caminho se fizesse bem sem uma bicicleta de suspensão total mesmo para aqueles que já têm a técnica apurada o desconforto de uma hardtail já começava a ser notório e ainda para mais quando o trilho é realizado, como dizem os nossos colegas do 6polegadas, com uma bike com 3 séculos - “O Jo com a sua bike com 3 séculos...”- .







A restante descida até Tebilhão foi feita a grande velocidade, com curva contra curva, mas em alcatrão, para desagrado de todos os elementos do grupo – menos o Rodinhas. Infelizmente não havia alternativa viável.











Chegados a Tebilhão foi altura da malta se refrescar, aproveitando a água que corria numa levada e que outrora era usada como força motriz de uns moinhos, que ainda estão no local, onde o povo das aldeias próximas moía os cereais que a terra dava.
Revitalizado o corpo com as águas frescas da levada, era tempo de revitalizar o espírito e nada melhor que a descida - misto de calçada e terra batida – entre Tebilhão e Cabreiros.











Chegados ao fundo da descida fez-se a paragem para o almoço. O sorriso estampado no rosto de cada um era visível – descida muita louca -, o local era aprazível junto a uma ponte muito antiga sobre o rio de Frades e com muita sombra.



Depois do almoço, o resto do trilho até Cabreiros era curto mas não muito fácil, a inclinação era tal e quem resolveu subir em cima da bike notava a roda da frente a perder o contacto com o chão.

Esta parte do trilho entre Tebilhão e Cabreiros faz parte do percurso de pequena rota -PR6 – Caminho do Carteiro-.











O caminho do Carteiro liga Tebilhão a Rio de Frades a etapa entre Cabreiros e Rio de Frades é conhecido pela descida acentuada e pela sua vista imponente que proporciona ao visitante. Esta parte do percurso parece que esculpida na montanha circundando o vale profundo do rio de Frades. Neste troço do percurso existe uma sinalética explícita que proíbe todo o transito de qualquer veiculo todo o terreno, incluindo bicicletas.

O caminho é bastante perigoso e normalmente existem várias pessoas que o fazem a pé.

Impelidos pela adrenalina e pela descoberta, desta vez, resolvemos infringir a lei. Aqui o pessoal do AM estava muito mais a vontade, a geometria das bicicletas e os grandes cursos das suspensões faziam a diferença.





Mesmo assim, dada a dificuldade do percurso, a maioria acabou por fazer todo este troço, ou quase, a pé com a bicicleta a mão. Portanto a lei não foi de todo infringida, já que a maior parte do tempo fizemos um transito pedestre.

No final deste troço ainda houve tempo para uma banhoca no rio de Frades, acabamo-nos por cruzar com um grande grupo que aproveitava o leito do rio para a prática do canyoning – quem sabe um dia destes...





De volta ao trilho, fizemos uma ligação em alcatrão entre Rio de Frades e Bouceguedim, o calor infernal já se começava a sentir, o vento não circulava no vale e as encostas estavam a ferver. Em Bouceguedim lá pedimos água fresca a uma senhora e toca a aproveitar para refrescar à sombra de uma ramada.











Daqui para a frente o calvário começava, já que era necessário tornar a subir a encosta toda da serra, por um estradão completamente exposto ao sol e onde se faziam sentir 41 graus na altura em que começamos a subir. A meio da encosta o desgaste já era notório, principalmente nos colegas com as máquinas de AM mais pesadas, e com aquele calor as coisas ainda ficaram piores.

Com muito sacrifício, mas também com muita camaradagem e entre ajuda, todos os elementos chegaram a bom porto – ao Merujal local de partida -.





Como balanço, podemos dizer que este trilho deve ser feito com menos calor, deve ser evitado o troço do PR6 entre Cabreiros e Rio de Frades. Aconselhamos a seguir a sinalética, não usar as bicicletas neste troço e aproveitar para fazer este caminho a pé, numa outra altura, quem sabe se até na companhia da família.

Já estamos a pensar no próximo.....




segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Análise à Santa Cruz Blur XC Carbon

A equipa do Fórum BTT testou a Santa Cruz Blur XC Carbon. Fica aqui um video com o modelo ensaiado.




Ver análise detalhada

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

domingo, 15 de agosto de 2010

Guia de Percursos pedestres e BTT da Região de Leiria

"O REGIÃO DE LEIRIA oferece-lhe o Guia de Percursos Pedestres e BTT 2010, com mais de 80 sugestões para passear!
Percursos para toda a família, aventureiros, gastronómicos, natura, à beira mar, com história, fotografia, escalada, com direito a banho e BTT.
Há muito mais para descobrir: neste guia que lhe oferecemos e na nossa região, de recursos surpreendentes."


retirado do jornal Região de Leiria